domingo, 5 de dezembro de 2010

Faça o que é certo e não tema a ninguém!


.(Retirado de o Fôlego).

Capitulo III - Faça o que é Certo!

Eu simplismente esperei, respirei fundo, e olhei pra baixo.
Ela estava lá, parada, imóvel com o dedo na
Campânia, acho que pensando se tocaria ou daria meia volta. Mas não, tinha de ser agora, ela estava confiante, certa de si. Veio com todos os argumentos pronta pra me desmontar. Esperando uma confissão, um erro, um simples vacilo meu. Esperando que eu confirmasse todas as suas suposições, teses, pensamentos errôneos depois de um dia de trabalho. Desci as escadas, abri o portão.
- sobe!
- não, eu estou bem aqui.
- então tá.
- então tadeu, olha só, eu te dei todas as chances pra você admitir.
- mas eu não tenho nada a admitir, você está me forçando a confessar algo que não existe.
- eu sei de tudo já, eu sinto isso.
- Eu queria saber se você está sentindo prazer com tudo isso! você só tem palpites. o dito pelo não dito. você não tem provas e muito menos bom senso. olha o tanto de tempo que você convive comigo, olha o que você está se permitindo pensar?! isso ultrapassa a linha do seu próprio respeito.
- Então prove que eu posso confiar em você! prove como eu posso confiar no que você diz!
- se você confiasse em mim eu não precisaria provar nada. você está me julgando sem crimes, seu 6° sentido tá dizendo várias coisas, você me disse que me conhece pelo meu olhar, e então eu te pergunto: ele me denuncia?? são só palavras vazias??
- não.
- Essa sua insensatez não tem motivos. Você tá regando espinhos esperando flores, mas são só espinhos, você não percebe que isso tá te magoando, me magoando também??
- eu não consigo mais confiar em você!
- o que eu fiz pra isso?? eu te omiti alguma coisa? eu menti pra você? te traí? lhe desejei mal? deixei de te fazer bem nos instantes em que estava perto??
- não, você não fez isso. mas isso parte de mim.
- então eu não posso fazer mais nada. Eu te amo, isso é a verdade mais pura que eu posso lhe mostrar, eu sou o seu amigo mais leal. porém sem confiança não existe amizade.
- eu sei, mas eu acho que podemos ser amigos no futuro.
- você só é minha amiga agora, porque no passado eu pude te fazer confiar em mim. o nosso presente a instantes atrás, a anos atrás era nosso futuro. veja só, ele chegou. Se no presente momento, você não confia em mim, o que te faz pensar que no futuro você confiará?
- eu não sei, eu não tenho certeza de nada. só que nesse momento eu não posso ficar próximo a você.
- você tá incerta quanto ao nosso futuro, mas tem a certeza que ele chegará. Eu posso não estar nele de jeito nenhum, ninguém sabe o que pode nos acontecer.
- Não vai nos acontecer nada demais, o tempo vai se encarregar de nos fazer esquecer, e essa dor vai passar.
- O tempo só passa, a dor some conforme o que fazemos enquanto ele passa. Você tá esperando eu ir embora pra perceber que eu te amo, ou que você me ama. Eu não posso insistir em algo que você não quer.
- Eu não quero mais me sentir assim. Desconfiada de tudo que você faz, dos seus atos, seus amigos, suas viagens, seus livros, telefonemas. Isso não é justo comigo, e se você não faz nada disso, não é justo com você também.
- Tem razão, só espero que ela seja suficiente para preencher o lugar que vai ficar vago agora, e eu sinceramente espero que você não esteja errada, que eu me mostre um ser totalmente desmerecedor da sua confiança, para que você não se arrependa, porque essa dor marca fundo.
- Eu também espero isso, e espero que no futuro você possa ser meu amigo de novo e me querer bem.
- Não me leve a mal, mas eu não sei se vou querer isso não.
- Eu acho que consigo entender.
- Então tá, se era só isso que você queria...
- Era sim. até...
- Adeus.
Ela se foi, não quis vê-la indo embora. Daniele significa muito pra mim, e abrir mão dela é a coisa mais dificil que eu já encarei até hoje. Tomei fôlego, segurei as lágrimas e a esperança de que tudo se resolvesse deu lugar a tristeza. Não deixei de ama-la, isso é querer renegar meu próprio eu. Eu não fiz uma promessa, mas é como se minha alma tivesse feito. O sentimento continua estocado em meu peito sem fragmentar. Como um iceberg que eu torço pra afundar por completo, mas que sempre vai ficar um ponta a mostra. O amor deu lugar ao vazio. Ele não morreu, não desaparesceu, eu sinceramente não sei que raios fazer como. Como aprender a conviver, querer me jogar em novos sentimentos e continuar com ele no peito?! Não tem como arrancar, como sufocar.
Eu vou levando do jeito que der, essa decepção foi um marco em minha história. As músicas conseguem refletir parte do todo. Eu tinha aprendido que a lealdade é o caminho mais curto entre dois corações. Será que eu peguei o atalho errado? Eu sinto que não há retorno, mas eu também não tenho forças pra modifiicar a estrada. A Dani não percebeu, que eu sou bem mais do que os olhos dela querem enchergar, ele pôs uma viseira, e não consegue perceber isso. Ela está me projetando de um jeito certo e todos ao nosso redor me enchergam errado, ou é o contrário?! Eu acreditava que ela me conhecia melhor do que eu mesmo, porém eu não sei mais.
Essa sensação é tão confusa que ela criou em mim um paradoxo: Como continuar leal a uma pessoa que não encherga isso? E como me motivar a ser leal a novas amizades, se com as velhas e mais lindas eu tive o fim que tive?
Estou tomando fôlego para o momento em que eu poderei dizer: acabou, finalmente acabou!
Mas esse momento vai demorar, hoje está doendo mais, os dias estão passando tão rápidos e ja estamos no verão, mas parece que foi ontem que ela tocou o portão. Estou tentando me manter sereno, estou tentando manter a fé. Mas a mesma lealdade que me dá paz ao coração é a que me deixa triste. Não posso afirmar o que será de mim, se re-existirá um nós, seu quero ou não, é tudo insôso. É tudo inodoro, incolor, irreal. Eu fecho os olhos e torço pra essa dor passar, e quando eu abrir ver que tudo isso não passou de um pesadelo. Mas até lá só me resta esperar que meu pulmão continue fazendo seu trabalho.


Mosaico musical

Posso dizer que sou agora um mosaico musical,

Um recorte de trechos desconexos:

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Rodox – Foi bom Esperar

Nada pra repor no lugar
Ninguém me vê assim
Descobre o que eu penso no olhar
Reviver o sonho que a gente teve aqui
Deu chance pro futuro
Te devolver pra mim

Foi bom esperar
Pra que pudesse enxergar
Que o que a gente leva no fim
É a verdade (...)

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Rodox – Inflexível

(...)Fecho os olhos que é pra ver se ainda existe
Alguma parte da engrenagem
Que quer cultivar ferrugem

Um pensamento bom derruba um dia triste
E eu tenho um pra você especial
Se eu pudesse voltar no tempo
Faria tudo igual

Se eu resistir, vou resgatar o tempo
Que eu não quis, viver em mim
Se eu conseguir, me consetar por dentro
Serei enfim, um homem livre

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Rodox – Quem tem coragem não finge

É preciso ter um tempo longe daqui
Tempo de ficar só
De andar na areia e sumir
O amor verdadeiro não reage assim
Pode fazer melhor
Esconde o medo e sorri

O que impede de andar pra frente
É a direção que escolheu
Se um abismo separa a gente
Quem fez a escavação não fui eu
Eu sei que gente que tem coragem não finge
Que nada disso aconteceu

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Reação em Cadeia – Quase Amor

(...) Não vá acreditar, não
Em tudo o que lhe falam por aí
Pois a mentira, um dia ela
Pode lhe ferir

Queria consertar, tudo o que aconteceu
Mas na verdade sei que este erro não foi meu
Eu destilei meu sangue em algo forte
Pra que eu pudesse me sentir melhor
Mas do contrário eu me senti pior
E usei deste artifício pra ocultar a dor
Por ter perdido um quase amor (...)

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Maglore – Lápis de Carvão

Fiz a tua boca à lápis de carvão
Revivendo fantasias
Remoendo sensações

Rasguei as fotos só de um lado
a lado separando o que é meu
Quebrei aquele emoldurado
Velho que um dia você me deu

Vai se guiando pelo vento
Que eu sei me cuidar bem só
Vai disfarçando o sentimento
Até te dar um nó
E se for se arrepender
Guarde tudo pra você
Porque pra mim já acabou.


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Essas músicas em tese deveriam fazer a gente "superar" certas situações,
o problema é que essas coisas não são do dia pra noite, e são muito ruins da maneira que caminham.

A caixa de Isopor

Em uma rua estreita havia um mercadinho. No último corredor desse mercadinho, próximo aos utensilios domésticos havia uma caixa de isopor.

Era simples, apenas uma caixa de isopor, e estando ela entre tantas caixas térmicas de plástico e fibra, tinha se acostumado a idéia de que nunca saíria dali. Não conhecia seu potencial, julgava-se ineficiente já que nunca conseguiria provar o seu valor.

Certa vez, um transistante que passava pelo mercadinho, com pouco dinheiro resolveu comprar a caixa de isopor, para nos domingos de futebol e praia, poder curtir suas bebidas geladas em paz. Comprou, e retornou à sua casa feliz da vida, e a caixa de isopor que até então não sabia que havia nada além dos corredores do mercado, se viu diante do mundo.

A novidade era tamanha, e a primeira coisa que a caixa de isopor recebeu para se sentir ocupada foi gelo. Ela não sabia como ser diferente, e gelo era a única coisa que a ocupava, e ela fazia questão de preservar cada cristal congelado dentro de si. Em um segundo momento, a caixa de gelo recebeu garrafas e latinhas para guardar. Tamanhos e sabores diferentes, vindos da mesma pessoa. E era incrível como uma pessoa só motivava uma caixa de isopor, antes vazia a poder fazer o melhor em benefício de alguém que não ela. Porém a sede do rapaz era insaciável, e o abre e fecha da tampa era a maior dificuldade da caixa de isopor, que não conseguia trabalhar o suficiente para manter tudo gelado como gostava seu amigo.

As bebidas foram acabando pouco a pouco. O gelo foi derretendo, apesar do esforço da caixa de isopor. Sua importância foi diminuindo a medida que o rapaz colocava nela menos gelo e mais bebida. O rapaz começou então a pôr de lado a caixa de isopor, acusando-a de estar furada, desgastada ou impropérios do tipo. A caixa de isopor foi aceitando a nova condiçao, e agora tentava mais do que antes, provar que ainda podia saciar a sede de seu companheiro. E este achou uma solução mais viável: comprou uma geladeira mais espaçosa.

O isopor voltou a ser uma caixa vazia, em um quarto de bagunça no final do corredor de uma casa, em uma rua estreita, dessa vez com uma sensação incerta. Não a de vazio pelo vazio como antes, mas agora sentia-se vazio depois de ter sido completo.


(isaac silva - O fôlego)


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

De fato estou largado no mundo!

Retornei de viagem, porém não retorne ia minha vida normal,ainda estou ajustando as coisas. Pelo menos as que posso, as que não posso vejo depois, ou deixarei pra lá. Bom o caso é, me toquei de algo muito importante: Estou realmente largado no mundo.
Dia 25 de Novembro, viajei para São Luís do Maranhão, com tantos outros amigos e colegas da minha universidade rumo à um Congresso. A viagem , teve vários impecilios, quais relatarei mais adiante, e não consegui encontrar imagem melhor que esta pra definir como me sinto agora:


Justamente, simples árvore tentando se fincar ao chão em meio a ventania.
Estou escrevendo uma série de textos para tentar uma publicação futura, o nome desse trabalho é "O fôlego". a justificativa desse nome é que fôlego é algo que todo ser humano sobre a terra toma antes de se jogar em alguma atividade, ação. ultimamente eu tento tomar o fôlego, mas o ar não vem, e as palavras não saem.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O sábio e o ladrão!




A tarde era suave e amena. Um velho sábio, montando o moroso cavalo árabe, companheiro de muitos anos, saiu de casa e foi, pela estrada deserta, rumo à vila, para adquirir suprimentos.

De repente, ouviu um gemido, estacou, apeou pressuroso e foi descobrir o doente à beira do caminho.

Era, porém, um ladrão, que se levantou de um salto e rapidamente se apoderou do cavalo.

O sábio, com dor profunda no coração, segurou as rédeas, antes que o malfeitor escapasse, e disse, lentamente:

_ Sou velho, nada posso fazer para impedir-te de levar minha montaria. Pagaste o bem com o mal. Não importa. Dou-te o cavalo, com uma condição: não digas a ninguém o que fizeste.

E diante do olhar de incompreensão do assaltante, completou:

_ Por que amanhã poderá alguém cair à beira da estrada e, com receio de um assalto, ninguém descerá para prestar-lhe socorro!

_ Sua sabedoria e bondade me tocaram o coração. Vá em paz com o que lhe pertence, e que Deus me ajude a ser, doravante, um homem de bem, como o senhor!

O ladrão, envergonhado da má ação, apeou do cavalo e restitui-o ao sábio.

(Adaptado de uma página do Livro "Pérolas Literárias" de Antônio F. Rodrigues)

Fim do dia, paz de espiríto!

Acreditem amigos, nada, absolutamente nada compensa a sensação de paz de espiríto por fazer a coisa certa. Há alguns anos atrás, quando eu era primeiro ano, vivia os desvaneios da primeira relação. Onde tudo é romantizado, e o amor é algo Platônico, quase utópico. Tudo era tão dramatizado que os romances de William Shakespeare e Lord Byron, eram uma coisa clichê a ser lida. Enfim, acabou.
Assim, como fumaça se esvaindo entre meus dedos, acabou. E então me deixei levar pelo pensamento de que nunca mais seria feliz. E não via porque agir corretamente, queria me deixar fluir pela revolta de ter me dedicado, e ter sido ignorado. Então veio a banda de rock, o primeiro porre (sim, meu primeiro porre foi aos 15 anos), essa foi a fase em que as garotas eram a mesma coisa, logo não queria nada alem de "ficar" por "ficar", e a consequência disso era as broncas que eu levava de minha melhor amiga. E assim os dias passaram, formando meses e assim completando os anos.
A sensação de incompletude era algo que permanecia em mim, do momento em que eu acordava aos momentos eu que eu rolava na cama tentando matar a insônia. E nisso tudo só prestava o colégio. No terceiro ano, eu conheci o sentido da palavra Unicidade. Eu vi o que era um grupo unido, um coletivo formado em pró de um unico objetivo: Provar o quanto eramos Bons.
Nada além de pertubar nos interessava, e quando subestimados, nada além de provar que seriamos a sala com mais aprovados no vestibular. Nesse meio tempo, eu percebi que a sensação de incompletude era nula nos momentos em que eu passava com minha melhor amiga. Conversas, brincadeiras, tardes de estudo, ou de ócio supremo. E o tempo passou, o sentimento cresceu, a confusão em minha cabeça se criou devido a certeza no coração.

"Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor."

Aprovado no Vestibular, Orgulho da mãe, exemplo pra o irmão menor, Primeira faculdade, e depois de tanto tempo ao léu, namorando com a melhor amiga. E o destino que ainda não tinha chegado me fez temer pelo futuro. Sim, o futuro tornou o meu presente uma balança. De um lado permanecer com minha namorada, em curso que não gostava, até esperar o tempo desgastar o que podia ser construído ali. E do outro lado, cursar o que se quer, fazer o meu melhor, e arriscar perder alguém muito importante.

"Os miseráveis não têm outro Remédio a não ser a esperança."

Aprovado mais uma vez no Vestibular, mais uma vez orgulho da mãe e agora também do irmão menor. Morando em outra cidade, comecei a aprender como crescer. Adquiri aqui meu primeiro emprego, meu primeiro estágio, comecei a aprender o valor que o dinheiro tem, e que as pessoas no mundo não tem valor, pois não há dinheiro no mundo que compre um sorriso sincero. O namoro ficou turbulento, a distancia aguçava as dificuldades na comunicação. E não havia mais os olhos pra dizer aquilo que a boca emudecia. Veio o termino. E a tentativa de continuar junto sem as cobranças, e com isso mais um termino. E com isso a tentativa de mais uma vez tentar algo novo, de novo. E realmente aconteceu algo novo. Uma sensação amarga nunca provada antes.

A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial

Faltou-me isso. A consciência culpada. Fui dormir de mente lima e coração pesado, pelo peso de ter sido algo que não fui. Não desejo isso a ninguém, foi uma situação muito ruim, mas muito ruim mesmo. Amigos são amigos, independente da época, se apoiam, se sustentam, estão sempre juntos. Pois bem, minha melhor amiga, minha namorada, minha ex-namorada, fez algo que me magoou. Palavras doem quando ditas sem pensar, e algumas palavras só devem ser ditas depois de maturadas por muito tempo. A amizade é algo muito precioso pra ser atacada assim. Quem não conhece seu valor, talvez não seja digno de tê-la. Enfim, tu passou agora, só me restou mesmo a decepção, espero que com o tempo essa acabe também. Até lá eu me apego as coisas boas que eu já fiz as pessoas que me quiseram bem, e me agarro também as promessas que o moptop fez:

Mas não fique assim
Tudo vai mudar

Será bem melhor
Bem melhor
Dessa vez será bem melhor

(moptop -bem melhor)





segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O copo d‘água


Eu li essa mensagem em um outro blog, e achei bastante interessante, gostaria de compartilhar com vocês, que vez em outra pintam por aqui ;)


O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d‘água e bebesse.
- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
- "Ruim " disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
- "Beba um pouco dessa água".
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- "Qual é o gosto?"
- "Bom!" disse o rapaz
.- Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre?
- "Não" disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende do lugar onde a colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo.
Torne-se um lago...