sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

desejo

Me deixa pensativo.
Mas não me deixa, fica
Aceita meus braços em torno do seu corpo
aceita meus beijos em sua nuca,
tornemos nosso sexo plural, dois.

Passa a noite comigo
Modifica o ar, o toque, o gosto
o gosto do seu corpo é forte
viciante e um tanto alucinógeno.
tal qual uma folha no rio, minha boca
teima em seguir suas gotas de suor
percorrendo o mesmo caminho
e vê onde desagua.

me afoga, faz amor comigo
torna essas quatro paredes testemunhas
daqui nenhuma imagem saí, e nenhum som pode ser ouvido.
se você me quiser, eu não pestanejo
eu me entrego a voce, me ponho em uma bandeja
me sirvo, te sirvo, nao te afastes.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Escalar.


Bom, de uns dias pra cá, resolvi retomar o meu projeto musical de fechar um EP com 11 músicas, pra enfim começar o processo de gravação, mixagem e todos os outros tramites, que com o compõe. Seria muita pretensão minha afirmar que viso lucro com esse projeto, não, eu só quero me livrar dele e finalmente poder dizer "eis a obra de minha paciência". Porém acredito eu, como todas as coisas que fazemos na vida, necessitamos de uma motivação. A minha auto estima andou bem em baixa ultimamente, e posso afirmar que andou comprometendo meu processo criativo. E nisso não me refiro só ao fato de criar letras ou melodias, mas também arranjos, vocalizações, solos etc.
Sinto falta de algumas pessoas que quando conversavam comigo me orientavam, ou ao menos me deixavam mais sossegado, minha prima tem esse poder, de me fazer aceitar que sou condição do tempo, e não o tempo é condicionado a minha vontade. Ontem em uma breve conversa sobre ansiedade, motivações e progresso, fui me dando conta de certos detalhes. Esses detalhes estão além de um explicação minha, porém consegui encontra-lo em uma imagem, essa mesma posta acima. Eu ando meio arredio como um gato preto, que sabe que por ser "injustamente" considerado símbolo de azar a qualquer momento pode levar uma pedrada se cruzar o caminho de alguém. Há dias ando contrariado pela verdade que se forma diante dos meus olhos, e eu não sei como expressar. Sinto falta de rever pessoas, brigar menos, amar além do meu limite, me contentando com pouco no pouco de tempo que me resta. Talvez por isso o EP não esteja fluindo da maneira que deveria, eu ando fazendo bem menos as coisas como eu gostaria de fazer, ando fazendo o necessário para que tudo corra bem, e estou me sentindo um banqueiro cobrando os impostos.
Lembrei agora de uma vez em que a Pat me disse, que viver é complicado quando se é jovem, e que só no tempo a gente adquiri experiência. (felicidades Biel). Sinto falta de conversar com ela. Talvez eu ande meio insoso por nao saber direito o que escrever para compor as musicas que tenho na cabeça. Esse processo criativo desgastado em que me encontro me corrói por dentro e é como se eu não soubesse mais fazer nada daquilo que fui treinado pra fazer. Mas é só um processo de escalar, e eu ainda nem comecei.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um pouco da sinceridade Costumeira


Me peguei hoje ouvindo um pouco da sinceridade costumeira da qual estou habituado a transcrever. Senti nos acordes a promessa de dias melhores. Pra esquecer a dor que os meus olhos deixam fluir, já que são incapazes de verter as lágrimas. Mas o tempo ruim já passou, não vou permitir mais que o amor que poderia chegar, venha a ser corroído por esse mundo em preto e branco, que cansa meu coração. A vida é um tanto quanto carcará para com os que resolvem gozar dela. Minha cabeça finalmente está começando a voltar pra o lugar, apesar de não saber qual o lugar realmente em que ela deveria estar. Eu sei que com as idéias antigas já não é possível, e necessário é mudar, me reinventar, e se possível renascer.

Acho lindo que todos me mandam lutar pelo amor verdadeiro, não deixar ele escapar assim. Será realmente verdadeiro esse amor? Afinal não o estou deixando, ele está. O amor não se corrompe, assim como seus hospedeiros. O homem quando se constrói em virtudes, transforma todo sentimento guardado em si em virtudes também. A sinceridade é uma virtude, a fé é uma ação virtuosa, e principalmente a imaginação. O homem sem imaginação não é nada. Transformar suas imaginações e devaneios das duas da madrugada em realidade já pode ser um tanto quanto complicado. Se o homem deixa a imaginação crescer a ponto de viver dentro dela, digno de pena é. Felizes são os sonhadores, que deixam os sonhos serem uma realidade alternativa, e fazem o que podem com aquilo que tem.

Eu não sou um fake. Não sou um personagem de desenho animado que cai de um precipício, levanta e sai andando sorrindo. Eu sou tento ficar minhas idéias no chão, igualzinho aos meus pés, pra me dotar de toda humildade presente e conseguir dizer mensagens simples, recheadas de esperança, e verdade. Afinal de contas, amigo sabe ser rude, sabe ser grosso, saber ser sincero, sem necessariamente dizer o que o outro quer ouvir ou pensar. Eu percebi ainda a pouco que eu tenho uma amiga, e que por vez sou amigo também. Esses dias minha amiga verde, estava com umas caraminholas na cabeça, tentando justificar uma atitude ruim em cima de uma especulação. Eu fui alvo de algo assim, não desejo isso pra ninguém. Consegui evitar essa atitude irracional dela, plantei os pés dela no chão junto aos meus, e fiz ela olhar pra dentro de si, e vê se realmente valia a pena. Eles estão bem, e deixaram o futuro pra amanha, afinal eles só podem viver o presente. Portanto meus camaradas, em tudo só podemos pedir um ato de sinceridade. E nos acostumar a passar essa virtude adiante, afinal essa é uma das virtudes que solidificam a confiança que é um dos tripés da amizade. E essa por sua vez não sobrevive isolada de reciprocidade e bem querer. É de costume abrir o coração nessas linhas, hoje eu só deixo pra vocês um sorriso aberto de alguém que viveu mais um dia, e que sabe que amanha viverá outro, e depois outros tantos. É bom saber que sentem minha falta, que me querem perto, que me desejam força, e que ficarão do meu lado pras minhas decisões. É bom saber que eu estou aprendendo a me concertar por dentro.

Fica então, um abraço da sinceridade costumeira.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nota de aviso!


Durante muito tempo, eu escrevi sobre sentimentos bons e frustrações.
Eis o momento em que tudo isso acabou, me vi obrigado a pausar meus pensamentos, e me concentrar única e exclusivamente na Vendetta! ou se preferir na Vingança. Quando alguem machuca uma parte de mim, me corrói por dentro, e meus olhos não enxergam menos que a aniquilação. Não me interessa sua preguiça, seu transtorno bipolar, sua mania de perfeição ou suas chantagens! Eu vou lhe destruir, pedaço por pedaço eu vou esfarelar, e nem após a morte suas lembranças terão descanso. Eu vou lhe estudar, me doutorar em seus pensamentos, pois você é fraca, eu sou forte. O protocolo é obvio!

À vista, um humilde veterano vaudevilliano, apresentado vicariamente como ambos vítima e vilão pelas vicissitudes do Destino. Esta visagem, não mero verniz da vaidade, é ela vestígio da vox populi, agora vacante, vanescida, enquanto a voz vital da verossimilhança agora venera aquilo que uma vez vilificaram. Entretanto, esta valorosa visitação de uma antiga vexação, permanece vivificada, e há votado por vaporizar estes venais e virulentos verminados vanguardeiros vícios e favorecer a violentamente viciosa e voraciosa violação da volição. O único veredito é a vingança, uma vendeta, mantida votiva,não em vão, pelo valor e veracidade dos quais um dia deverão vindicar os vigilantes e os virtuosos.

Eu vou cobrar jovem, centavo por centavo, e farei você se arrepender do instante em que ousou pensar em levantar um dedo contra mim, eu sou seu apocalipse pessoal, e em minha frieza calcularei todos os seus passos! eu sou a vingança, e os passos que ela dá.

E assim, vesti minha vilania nua com trapos rasgados das sagradas escrituras, e me fiz de santo quando da verdade, era o demônio!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Só deve ser sacanagem...


Eu passo dias me lamentando, amuado pelos cantos com uma dor desgraçada no peito. E quando finalmente to conseguiindo me reerguer me levam justamente pra o ultimo lugar em que eu queria/deveria estar! issó só pode ser sacanagem!


A vida me ensinou a nunca desistir

Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir

Podem me tirar tudo que tenho

Só não podem me tirar as coisas boas

Que eu já fiz pra quem eu amo

(CBJr)


O que me resta realmente fazer é esperar esses 40 minutos desgraçados que estão se arrastando pra passar!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Talvez não faça diferença!...



....Mas Eu vou continuar somando forças com quem quiser somar , afinal é pra isso que eu estou aqui. O valor de uma amizade não se pode comprar. Eu tava conversando com tica sobre amizades, grandes amizades, amor e grandes amores. Ela me falou uma coisa engraçada que leu numa musica, enfim aqui está o trecho:

- - -
"Eu sempre achei que o amor, Que o grande amor, fosse incondicinal. Que quando duas pessoas se encontram, que quando esse grande encontro acontece, você pode trair, brochar, dar todas as porradas, se for um grande o amor, ele voltará triunfal. Sempre! Mas não, nenhum amor é incondicional.
Então acreditar na incondicionalidade do amor, é decididamente precipitar o fim do amor, porque você acha que esse amor aguenta tudo, então de um jeito ou de outro você acaba fazendo esse amor passar por tudo, e um amor não aguenta tudo, nada nesse vida é assim!
E aí você fala que esse amor não tem fim, para que o fim então comece. Um grande amor não é possível, talvez por isso seja grande. Então, assim, nele, obrigatoriamente, pode caber também o impossível. Mas quem acredita? Quem acredita no impossível, que não apaixonadamente?
Como a um deus, incondicionalmente."
- - -

A vida me ensinou que a gente nao pode tropeçar e desistir de andar, mas procurar evoluir através das provações. Sem dúvida, as perdas que eu sofri esse ano, foram pra testar o meu amor próprio, e o meu amor além. Eu hoje dou valor as pessoas que vieram pra somar amizade, e não pra testar. Porra é um pensamento foda, entrar numa amizade, ou em qualquer coisa que a gente queira fazer com o pensamento que não dá certo, não é pra acontecer, que a gente pode testar até onde o outro aguenta. Talvez isso tenha me moldado, eu era rocha, e hoje me encontro ainda quebrado, mas me recuperando. Agora eu sei o que fazer cara, é bom poder contar com novas pessoas. Eu me lembro de toda dor, frustração, e brigas que tive que vencer pra provar no que eu acreditava, e que podia funcionar. Eu estava lá também, do outro lado, do lado de quem corre atrás pra justificar, fazer funcionar as engrenagens. Hoje eu acordei um pouco mais em paz comigo mesmo, as lágrimas não me acompanham mais no dia a dia, e a minha percepção se expandiu de uma maneira que é dificil controlar a retina pra toda luz que chega nela. Eu não sei o que será daqui pra frente, ou como será daqui pra frente. Mas eu já nao tenho medo, serão dias de luta, e o medo não vai me cegar, me parar, me fazer recuar. Você deixou saudade. Mas se é pra ser assim, vai ser assim. Eles estão do meu lado, em linha reta a mim, segurando meu ombro e rindo, dizendo pra gente seguir pela areia, que a agua vai lamber nossos pés. Eles estão aqui, e eu não corro só. Eles acreditam em mim de verdade, porque sabem que eu estarei lá pra eles, no momento que eles precisarem, que eu não vou deixa-los cair, vou ser espada e escudo se preciso for. Eu vou ser o que eu sempre fui, eu nunca mudei, seus olhos que me percebem diferente. Vou levantar minha cabeça e andar assim que possivel for, mas até lá vou me contentando com versos simples, música na viola, minha cama.

Suave


O homem quando está em paz não quer guerra com ninguém!














Foste tu!
Assim se começa uma acusação!
Sem saberes se fui,
Se sou não o sendo, mas julgando
Somente por palavras escutadas
Com ecos de maldade…
Fui eu!
Fui?
Mais vale uma mentira azeda
Que uma verdade em prazo…
Fui eu!
Fui?
E menti nem falando?
E quem fala mentindo…é verdadeiro?
É! Assim parece…
Seja essa a tua verdade que a minha se mantém;
Inalterada, pura, sincera e magoada pela dúvida.
Não fui eu!
Não?
Fui! Disseste tu por palavras alheias que copiaste
De livros sem revisão, com erros e maldades de pensamento…
Fui eu?
Se o dizes…para quê contrariar as verdades alheias
Mesmo vestidas de calúnia e verdades falsas.
Magoa o desconhecimento, pensando que me conhecias,
Mas deixa…fica com a tua verdade, que a minha é minha
E não deixo que a corroam!
Não me justifico…não o merecem!
Fui eu?
Se achas…
A nossa verdade sempre foi mais verdadeira que a alheia,
Não é?
É assim que todos pensam, tu também, não é?
Também é verdade que o Sol gira à volta da Terra…Está escrito, foi dito!
Fica com a tua verdade que é tua, de quem ta revelou…
Eu fico com a minha mentira falsa.
A lógica da matemática da vida: não e não é verdade!
A verdade existe, a mentira cria-se! Fácil parto!
Fui eu...fui?

(João Falcão)